Após uma breve pausa por causa das festas de fim de ano e “férias” que eu dei para a equipe, hoje estamos de volta com a Jones’s Reviews, sessão essa que tem como objetivo expressar a opinião de pessoas comuns em relação as baladas curitibanas. Por enquanto as opiniões são somente de homens, mas um dos planos deste Blog para 2008 é aumentar e incentivar a participação do público feminino. Fiquem ligados.
Dessa vez, este que vos escreve, Sir Bira “The Fucking” Jones, compareceu em mais uma balada e com muita sorte não contraiu nenhuma doença venérea e está em boas condições de saúde para fazer mais esta avaliação. A Jones’s Review Crew fez uma paralisação reivindicando melhores condições e melhores baladas. Com isso me deixaram na mão para ir em uma balada que possui um alto risco de sair agarrado com corpos estranhos. De qualquer forma, todo risco é calculado e para diminuí-lo, contei com a ajuda de um amigo de longa data que infelizmente é analfabeto, então por isso não poderemos contar com a sua opinião.

A bola da vez é o Rancho Brasil, umas das casas noturnas remanescentes da onda country que assolou Curitiba entre 98 e 2002, ou 2003 eu acho. Nessa época muitas casas surgiram e algumas permanecem até hoje pois praticam uma política de preços voltada para o povão ao contrário das outras que optaram por ter uma estratégia estúpida de atingir as classes mais altas, e pagaram um preço alto por isso, pois a modinha atingia o povão. Hoje o Rancho Brasil é uma das maiores casas country do sul do País, mas tamanho não é documento. A casa é uma bosta. Teve a sua época de ouro quando o country ainda era novidade. Hoje, a coisa está feia.
A entrada tem um preço que eu considero alto se levarmos em conta o que se encontra lá dentro, mas 15 mangos é bem acessível para o público alvo. E se você chegar até as 23 horas não paga entrada. Imaginem a briga que não é pra entrar nesse horário.
Acredito que uns 30 ou 40 mangos é o suficiente pra sair de lá bêbado e agarrado com uma perversa. O valor cobrado pela lata de cerveja é 2,50 e esse é o diferencial dessa balada. Aquele estagiário que ganha pouco pode encher a cara e para completar, tem a oportunidade de conhecer uma cambada de mulher. É apontar o dedo de correr pro abraço. Eu que sou ex-estagiário, aproveitei um monte.
Pelo preço cobrado na entrada vocês já devem imaginar que a galera que vai nesse estabelecimento não é a nata de Curitiba, mas também não posso exagerar dizendo que são os menos afortunados. Estão no meio, um pouco abaixo da classe média. Para as mulheres é uma boa oportunidade de conhecer cobradores de ônibus, taxistas (esses tem carro), estagiários, mestres de obra e seus funcionários etc. Esses são a maioria, mas é possível encontrar algum louco perdido lá no meio afim de mulher fácil. E pode acreditar, todos pensam isso.

Galera animada. Imagine esse lugar sem ventilação.
Tem uma coisa que meus amigos sempre dizem a respeito do Rancho Brasil: “Vamos lá que tem mulher fácil”. Eu discordo. Elas não são fáceis, só não são exigentes. Um simples “Oh lá em casa” ou “Eita potranca” é mais do que suficiente para impressioná-las. Batata. Não tem como sair de lá sozinho. Se pagar uma cerveja então é capaz de sair com um cardume de mulher. Sacaram né?
Como eu já disse anteriormente, a cerveja tem um preço bem razoável se comparada com outras baladas curitibanas. Essa combinação de cerveja gelada e preço baixo envolve um alto risco. A galera bebe sem parar e alguns exageram. Com isso pensam que são os melhores e no fim das contas quem paga por isso é você que não fez nada de errado. Fique sempre atento. Por isso vejo a necessidade de não ir lá sozinho. Se beber umas a mais, não seja otário de sair intimando todo mundo. Aliás, não faça isso em nenhuma balada.
Recentemente a casa passou por uma reforma e ficou um pouco mais apresentável, mas os banheiros continuam a mesma merda fedida de sempre. Porra, a pior coisa em uma balada é chegar no banheiro e ter que pedir um bote pra entrar! Fico imaginando como a mulherada faz pra dar uma desaguada.
Se for no verão prepare-se para passar calor, no inverno e em qualquer outra estação também. O lugar é abafado e pouco ventilado. Tem uns ventiladores de teto que ficam circulando aquela mesma merda de ar viciado. Isso incomoda. Os bares estão sempre lotados mas tem o diferencial das mulherzinhas que andam com baldes de cerveja. Então não é tão difícil de conseguir uma.
O estilo de música é o sertenejo, country, gauchesco. Sempre tem banda ao vivo e posso dizer que as vezes é animado.

Essa é a única coisa que vale a pena na banda.
Mas se você está desacreditado e está achando que eu exagerei, veja a galeria de fotos do site do Rancho. Quem encontrar a mulher barbada ganha um prêmio.
Avaliação Final:
Custos da balada: Neutro - 15 mangos de entrada para homens e 10 para as mulheres, sendo que se você tiver um convite não paga nada até as 23:00. O estacionamento custa 5 mangos. Acredito que com 50 dá pra sair bonito de lá.
Cerveja: Aprovada - não posso reclamar. Sempre bem gelada e com o preço justo de 2,50.
Público: Neutro - classe trabalhadora
Mulherada: Reprovado - vejam vocês mesmos na galeria de fotos.
Condições dos banheiros: Reprovado - putz, prefiro nem comentar.
Nota final: 1 - significa que essa balada pode ser considerada como última opção. Se a grana estiver curta ou não existir outro lugar para ir, então o Rancho Brasil deve ser a sua opção.


