Posso dizer que essa é a primeira história de carnaval que tenho pra contar. Nunca fui fã dessa merda. Quando era mais novo e não trabalhava, o meu velho soltava uma grana pra meu irmão e eu curtir o carnaval na praia. Eu guardava a grana ou gastava comprando doces, mas não ía pra praia. Dá pra contar nos dedos de uma mão quantas vezes eu passei o carnaval realmente curtindo.
Mas quando você está com amigos e com cachaça na cabeça a coisa muda de figura.
Na noite de sábado dia 02, o Gaiudo, meu amigo de longa data (aquele que estava pegando a mijona no quarto) me convidou para um churrasco em sua casa, juntamente com Waniguer (utilizei um pseudônimo para preservar sua integridade física) e dois integrantes da Jones’s Review Crew, Podja e Junior Brokeback Mountain, este último ainda muito abalado pelo falecimento do comedô. Força parceiro.
O churrasco estava ótimo. Muita cerveja e carne de primeira qualidade. Conversávamos sobre assuntos diversos como teoria da relatividade, economia mundial, playboy, orgias, mulheres que pegamos e dividimos, resumindo, conversa equilibrada e de alto nível. Lá pela 0:00 um deles teve a idéia de terminar a noite em Antonina, cidade essa que tem a fama por seu carnaval tradicional e mais antigo do Paraná. Na hora foi só empolgação. Todo mundo concordou e lá fomos nós em direção à cidade histórica de Antonina. Em questão de 40 min já estávamos no lugar onde passaríamos uma noite inesquecitível.

Antonina em vermelho e Curitiba em amarelho. Menos de um dedo de distância.
A nossa intenção com essa viagem não era a de curtir o carnaval. Isso aconteceu por acaso. Nossa verdadeira intenção era conhecer a história do lugar e a sua cultura, mas por coincidência o carnaval de Antonina acontece em sua principal rua e estávamos procurando justamente essa rua por causa de sua história. Então já que estávamos carregando uma caixa de cerveja para matar a sede, resolvemos unir o últil ao agradável e nos rendemos ao carnaval de merda daquela cidade.
Segundo integrantes da equipe, o carnaval de Antonina reúne o que há de melhor em matéria de curtição e mulher e, ainda segundo eles, as mulheres andam sempre em manadas trajando pouca roupa e distribuindo beijos no atacado e varejo. Infelizmente não foi isso que presenciamos. Ao chegarmos na rua principal onde acontecia o evento, nos deparamos com uma quantidade exagerada de manos. Era mano saindo pelo ladrão. Mulher era raridade e quando avistávamos uma a qualidade deixava a desejar. Só nos restou tomar uma cervejinha pra não secar a garganta e apreciar a beleza histórica do local. Além disso pudemos presenciar de camarote algumas brigas entre os populares da região.
E esse foi o carnaval de Antonina, sem mais nem menos. Uma bosta. Só mulher feia e mano se tramando na porrada. Infelizmente não tenho mais nada a adicionar devido ao problema de memória causado pelo ar daquela cidade. Ou será que foi a cerveja que me fez perder a memória e gorfar? Realmente não lembro, mas nunca culparei a cerveja.
Update: Confira abaixo um clip dos melhores momentos da Jones’s Review Crew no Carnaval de Antonina 2008, ao som de ACDC para mostrar nosso gosto apurado para música. Divirta-se.


