O post a seguir foi escrito pelo convidado Adriano Oliveira do programa Radio & Rock.
“Rock não é música não, é um comportamento, uma atitude.”
Neste dia 13 de julho, comemora-se O Dia Mundial do Rock, instituido em 1985, quando foi realizado o festival Live Aid, que arrecadou fundos para as vítimas da fome da Etiópia. Organizado pelo músico Bob Geldof, o festival aconteceu na Inglaterra e nos Estados Unidos. Entre as atrações do festival estavam: BB King, Phil Collins, Dire Straits, Queen, David Bowie, Black Sabath e U2. Em 2005, o festival recebeu o nome de Live 8 e aconteceu nos países integrantes do G-8 e na África do Sul. O festival pedia para que os países credores perdoassem a dívida dos países africanos afetados pela fome. Entre os artístas que participaram do festival em 2005 estavam: REM, Paul McCartney, Pink Floyd, Coldplay, Elton John e Bon Jovi.
Mas essa estória começa a muito tempo atrás.
Era uma vez, dois caras que não tinham nada pra fazer, no início da década de 30, sem guerra para dar uns tiros, sem mulheres dançando o créu no Gugu, sem Gugu - bons tempos aqueles - fizeram a primeira guitarra elétrica, essa por sua vez deu origem ao primeiro blues elétrico, ambalado agora sim pela 2ª Guerra, em 1945 por um tal de Wild Bill que abençoado fez uma pira lá, que ele chamou de Rock and Roll.
Aí meu amigo, virou aquele rolo. Surgiu Bill Halley, Chuck Berry e até um tal de Elvis Presley. O primeiro brasileiro a escrever um rockzinho foi Cauby Peixoto em 1957. Junto veio Roberto Carlos, Surf Music, Beach Boys, Beatles, Bob Dylan, Rolling Stones, uma época eletrizante. Seria como se na F-1, Senna, Mansell, Prost, Schumacher, Hamilton, Massa e Rubinho - não, Rubinho não - surgissem na mesma época pra dividir as pistas. Assim era com os palcos.
Em 68 um hino de motoqueiros, virou um estilo, o Heavy Metal. Nesse ano surge Led Zeppelin. No Brasil a galera se dividia entre Jovem Guarda, MPB e Bossa Nova. Aqui a novidade eram os Mutantes, quando a Rita Lee ainda era gatinha.
Então misturatam tudo isso aí, com um bando de doido hippie, e inventaram uma festinha de 3 dias chamada Carnaval. Mentira, uma festinha com 400 mil convidados, tudo louco que chamaram de Woodstock Music & Art Festival. Janis Joplin estava lá, Jimmi Hendrix tambem.
Em 1970 mais um estilo, o Punk Rock, Brasil Tri-Mundial, bandas acabando - Beatles - outras começando - Black Sabbath. Aí caro leitor e ouvinte da Radio & Rock, morreu gente pra caramba, por exemplo, Janis Joplin e o Jimmi Hendrix foram pro Vinagre, mas curtiram o Woodstock. Em 71, John Lennon lança seu primeiro álbum e fez grande sucesso na carreira solo. The Who também estava no auge, assim como Pink Floid em 73. Logo apareceram AC/DC, Queen e Kiss para os gringos aplaudirem, enquanto Raul Seixas, pai do rock por aqui esta no terceiro disco dividindo aplausos com Marcelo Nova e Secos e Molhados.

Então outros caras morrem - tipo Elvis - outros festivais acontecem e bandas como U2, Sex Pistols e Iron Maiden iniciam. O Punk Rock domina e no Brasil não é diferente com o Aborto Elétrico despontando no fim da década de 70.
Os anos 80 começam mucho loco no mundo do rock, John Lennon leva um tirambasso de um cara que lia um livro, Garotos Podres, Ratos de Porão agitam o punk rock metal ganha força com o início da Sepultura. Surge também Ira, Blitz, Ultraje, Cazuza com Barão, Camisa de Vênus, Paralamas, Engenheiros, Bidê ou Balde enfim, tem muito mais, na verdade tudo o que é rock hoje é dessa época. Em 1985 acontece o primeiro Rock in Rio com Iron Maiden, AC/DC, Queen, Rod Stewart entre outros. Logo depoism RPM lança seu primeiro disco e ainda tem Titãs, Metallica, Legião, Capital e tal e tal.
A década de 90 o estilo Grunge rouba a cena, misturando metal e funk com o Red Hot Chilli Pepers, Radiohead, Oasis, Nirvana, Pearl Jam e Alice in Chains. Em 1991, o Rock in Rio trouxe o Guns n’ Roses, Megadeath, Judas Priest e Sepultura. Aparecem com um rock meio baião os Raimundos.
Aí morreu mais uns caras, como Kurt Kobain, e aí jovem, além de Foo Fighters nada de mais aconteceu no rock and roll.
Quem não morreu, viveu feliz para sempre curtindo um rock. Muita coisa nova e muita coisa boa está vindo da nova geração na Europa e Estados Unidos, todos influenciados pelos grandes aqui citados. Por aqui a coisa anda bem fraca. NX Zero. Por favor!
Adriano Oliveira tem 24 anos, é estudante de Publicidade, entende muito de Rock e comanda o programa Radio & Rock, na Cafelândia FM.


