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Postado (Sir Bira Jones) em Comédia, Lá vem História às 13:25
Envie pra um amigo Envie pra um amigo

Hoje estava lembrando da época em que eu era um verdadeiro bundão na balada. Era quase impossível de eu abordar uma gatinha, mesmo depois de umas beras. Pra esse tipo de abordagem eu era tímido, cagão mesmo. Então, resolvi mudar, depois de tanta insistência dos meus amigos. Perdi várias oportunidades de pegar mulheres justamente porque a timidez não deixava.

Depois de um tempinho de mudanças em minhas atitudes, percebi que essa estória de pegar mulher na balada não era nada difícil. Só que eu também não chegava em qualquer uma. Tem cara que é guerreiro e faz isso. Eu esperava a mina dar bola. Se ficasse ali me olhando um tempinho, já me sentia encorajado e partir pro abraço. Mas teve uma vez que tomei no toba bonito.

Era a primeira sexta feira do mês, salário de estagiário no bolso e muita fome de mulher. Estava em uma época de vacas magras. Época em que estrelas da internet como Jordan Capri e Tawnee Stone passavam pelas minhas mãos todos os dias na hora do banho. Meu amor estava acumulado e precisava aliviar com alguma pequena. Para isso, fui com um dos meus amigos mais gente boa e sacana, Seu Madruga, no Rancho Brasil, uma baladinha sem vergonha e mequetrefe aqui de Curitiba, que tem uma quantidade enorme de pervas prontas para o abate.

Entramos naquela possilga e as 23:00 já estava abarrotado. Tinha mulher feia saindo pelo ladrão. Uma verdadeira visão do inferno que foi transformando-se aos poucos em paraíso, a medida que eu entornava várias e várias latas da melhor e mais cara cerveja do lugar, Kaiser. Depois de umas 5 beras eu já estava macho. Sentia-me o galã do lugar. Qualquer perva que encostava eu já tentava passar a conversa. Sério, aquele dia eu me senti um Rei no meio da pedreirada.

Lá pelas 2 da manhã, a bandinha de Country estava fervendo no palco e a cambada se roçando na pista, quando, do nada, avisto uma pequena. Ela estava me encarando e sorrindo. Meu amigo, Seu Madruga, estava ao meu lado e já tinha avistado a pequena. Comentou: “Acho que tá pra você Vassora. Vai fundo”. Fiquei com o ego do tamanho de uma Kombi.

Chemei a garçonete e pedi a melhor cerveja que ela tinha naquele balde cheio de gelo. Virei para o meu amigo e falei: “Viu, já que você não está pegando ninguém, aprenda com o profissional aqui.” Antes que eu fosse em direção a pervinha, meu amigo comenta: “Vai lá então pegador, quero ver.” Confesso que esse último comentário me deixou um pouco ressabiado. Aquele viado sabia de alguma coisa.

Cheguei na mina com a maior vontade. Tipo galã mesmo. Naquele momento a cerveja já tinha feito um estrago no meu senso de ridículo, e como já estava bem alegre, ensaiei uns passos de dança sertaneja enquanto a retardada ficava apenas rindo. Parei de dançar e tentei um diálogo com ela:

Sir Bira Jones: Opa… tudo bem?

Guria retardada: ……… - só rindo e olhando por cima do meu ombro.

Sir Bira Jones: E aí, como é o seu nome?

Guria Retardada: …. - nada, nem um comentário. Apenas o sorrisinho de sem vergonha.

Sir Bira Jones: OH, A SENHORA TA ME ESCUTANDO? - falei bem perto da orelha, segurando em seu ombro.

Guria Retardada: Quem é o seu amigo?

Porra! Não consiguia acreditar. Aquela vesga do caralho nem sabia pra quem estava olhando. E além de vesga era surda também. Aquela pergunta me deixou puto da cara. Meu ego foi embora com a Kombi. Já nem tinha mais vontade de dançar. Nesse momento lembrei das palavras com tom de sarcasmo do meu amigo. Olhei para trás e lá no alto da escada, o viado estava rindo. Filho da puta, sabia o tempo todo que a mina estava na dele me deixou na mão.

Continuei a conversa:

Sir Bira Jones: Pô, aquele cara é meu amigo de infância. Mas ele é problemático. Vendo assim você nem pode dizer que ele é drogado e viado né?

Guria Retardada: Nossa, sério?

Sir Bira Jones: Pois é, realmente é uma pena. Ele é um cara muito doente. Já pegou um monte de doença venérea. Acabado mesmo… nem quero comentar.

Guria Retardada: …….hum….- sem o sorrisinho no rosto.

Sir Bira Jones: Mas ele é gente boa. Vamos lá que eu te aprensento.

Rá, eu tentava a todo custo segurar o riso. A mina desconversou e sumiu no meio na manada de pervas que estavam em volta. Voltei pra conversar com o meu amigo:

Seu Madruga: E aí pegador. Faturou a mina?

Sir Bira Jones: Viado, você sabia né? Mas beleza, fiz a tua moral com ela.

Seu Madruga: Ué, a mina sumiu. Onde ela foi?

Sir Bira Jones: Sei lá meu. Isso é um mistério.

Depois dessa vez, sempre vejo bem se a mina está olhando pra mim mesmo.


Comentários:
Gabriel Alves on November 22nd, 2008 at 20:37 #

KKKK a mina deve ser filha do batoré

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Kabal on November 28th, 2008 at 12:32 #

SUAHSUAHS
eu aprendi uma coisa, assim, vc da apensa um “oi” para a meinina, se ela tiver afim ela responde com u msorriso timido, e se ela for metida nem vai falar nada se foir uma idiota querendo meter moral ela vai falar “tchau”…isso sempre da certo!

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