O Bira Jones pensa nos seus leitores. Tanto que passei esse domingo de dia dos pais tomando uma gelada com o velho e pensando o que eu poderia fazer para deixar a segunda-feira um pouco mais alegre para vocês.
Então, fiquem com essas fotos selecionadas especialmente para vocês, todas retiradas da net.

Dúvida de leitor.
Dae Bira, tudo blz?
Então cara, passei aqui pra te perguntar o que devo fazer nesse caso: tenho três amigas que estão afim de mim, mas não sei com qual delas ficar. Já tive a oportunidade de ficar com uma delas em uma festa, mas fiquei com medo de estragar a nossa amizade e de perder a amizade das outras. O que devo fazer?
Obrigado!
Que sorte hein bacana. Gostaria eu de ter 3 “amigas” loucas pra ficar comigo. Logo que li a sua dúvida pensei em sacanagem. Gang bang do Bira: cerveja, libertinagem, mulherada só de calcinha brincando com travesseiros, se beijando etc. Mas esse não parece ser o seu caso então vou tentar te ajudar com dois conselhos: um envolve sacanagem e libertinagem e o outro não. Escolha o que lhe parecer mais interessante. Então vamos lá:
Já que você é “amigo” dessas minas, veja com qual delas tem mais afinidade. Não tem esse papo de gostar das 3 igualmente. Tenho certeza que uma delas te atrai ou te “completa” mais do que as outras. Observe atentamente e vai pra cima. Não queime a cara com as outras e seja sincero. Não fique dando corda porque as minas podem achar que tem alguma chance com você. Melhor, dê corda para as outras também. Isso aumenta muito suas chances de faturamento.
Meu caro, vamos falar a verdade: tô achando que você é um grande Peróba. Se tu fosse esperto já teria feito a festa com as três amigas juntas. E que putaria é essa de “amigas”? Homem não tem amigas, só se a mulher for feia. Mas essa é uma desculpa pra não ter que pegar a mina. Homem mesmo tem esquemas futuros. Considere os seus esquemas como um investimento a longo prazo. Um dia você come. É batata!
Então, vamos aos passos que você deve seguir pra pegar as três, sem frescura. Tem que ser macho e cara de pau. Aliás, seja sincero também. Mulher gosta de sinceridade e isso vai ajudar a limpar a sua barra depois. Para pegar as três faça o seguinte:
Eu poderia esticar muito mais as minhas fantasias em relação as suas amigas, mas acredito que não seja isso o que você quer. Então, se precisar de um conselhor sério mesmo, entre em contato com um dos caras que mais entendem de relacionamento na internet, Dr. “Fucking” Love.
Amigas! Cada um que me aparece..
Paciência é o meu ponto fraco e, como sei disso, sempre tento ser mais paciente com as pessoas à minha volta, principalmente as mulheres. Quando percebo que tenho um ponto fraco ou alguém aponta um, me preocupo ao máximo para melhorar isso e tornar o meu ponto fraco em um ponto forte. Para fazer isso, leio livros, peço conselhos de pessoas que tenham a habilidade desejada ou simplesmente invento alguma técnica que pode me ajudar a melhorar.
Mas algumas vezes torna-se impossível ter paciência. Duas coisas que me deixam absolutamente sem nenhuma paciência é dialogar com gente burra e/ou namorada pentelha. Caralho, isso me deixa fudido da cabeça. Com gente burra eu já aprendi a ter paciência. A única coisa que tenho que fazer é evitá-los logo que a burrice seja identificada. Método simples e indolor. Ninguém sai prejudicado. Mas, e com a namorada? Como fazemos para aguentar uma namorada chata, louca, pentelha, insegura, deprimida, com TPM 30 dias por mês etc? Se a namorada for gostosa (muito), sem problemas. Qualquer um aguenta. Mas mesmo a mulher sendo muito gostosa, chegamos a um momento em que preferimos levar um chute nos bagos a ter que conversar com a pentelha.

As vezes eu prefiro o chute no saco
Pois é meus amigos, como vocês sádicos malditos que se divertem com a minha desgraça já devem percebido, eu tive uma namorada assim, a última. Na verdade ela não era bem assim como descrevi acima. Ela não era gostosa! Isso mesmo, o Bira é guerreiro de verdade. Aguentei tudo isso durante um mês. Fera né? Nem tanto. Acho que poderia ter sido pior.
Mas aguentei como um guerreiro. Abaixo reuni algumas das situações que mais me deixavam puto da cara.
Estávamos na primeira semana de namoro e naquele fervor todo. Era bimbada toda noite depois da facul. Pensei comigo: “Encontrei a mina certa”. Pfff. Ingênuo.
14:00 horas e o telefone no trabalho toca:
Ex-chata: Porque você não me ligou depois do almoço?
Sir Bira Jones: Boa tarde pra você também meu amor. Estou cheio de coisas para fazer aqui e…. – me interrompe toda furiosa.
Ex-chata: Nâo estou brincando! Você nem liga pra mim! – totalmente puta da cara.
Sir Bira Jones: ….ehhh… não estou entendendo. Depois conversamos melhor gatinha. Agora tenho que… – desligou na minha cara.
Isso foi um sinal de que o esquema não daria certo. Mantive a calma pois não queria ficar sem janta. Então fiquei tranquilo, fiz uns agrados e terminamos a noite bimbando.
Segunda semana de namoro. O fervor continuava e a paciência também. Firme e forte. Mas, não sei porque, a maldita continuava a me testar.
Ligação as 9:00 da manhã, no trabalho:
Ex-chata: Oi meu amor, tudo bem? Dormiu tranquilo? Sonhou comigo? Tomou café? Vai comer o que no almoço?
Sir Bira Jones: Oi gatinha. Calma, uma pergunta de cada vez…. – me interrompe e muda de humor repentinamente.
Ex-chata: Viu como você é? Viu como você me trata? Eu me preocupo com você e você só me trata mal!
Sir Bira Jones: Calma meu amor. Eu vou te responder mas….
Ex-chata: Você nunca me dá atenção. Sempre me trata mal no telefone blá blá blá blá mimimimi… – pronto, aqui a paciência deu sinais de que estava indo passear e voltaria depois de muito tempo.
Sir Bira Jones: Chega… preciso trabalhar agora. Te ligo depois.
Nem preciso dizer que nessa noite não rolou bimbada né. Pois bem, eu estava cagando e andando. Fui tomar umas cervas com meus amigos e nem esquentei a cabeça com ela.
Já estavamos na quarta semana de namoro. Nesse dia comecei a fazer um balanço e percebi que a mina tinha alguma coisa de errado. Nâo era possível ter tantas discuções assim em apenas 4 semanas de namoro. Já não encontrava com ela todo dia e quando encontrava, rolava discução.
Então, uma noite antes de terminarmos, fizemos sexo adoidado (a palavra bimbar já encheu o saco). Tive esperanças de continuar com o relacionamento e cheguei a pensar que a loucura dela tinha terminado. Nesses momentos sempre pensamos coisas idiotas.
Sexta-feira, 14:00, o telefone toca:
Ex-chata: Oi meu amor, estava pensando em você agora. Adorei a noite de ontem blá blá blá blá blá blá. – 5 minutos falando sem interrupção e, o cara aqui, estagiário de merda, cheio de coisa pra fazer. Mas mesmo assim, dei atenção.
Sir Bira Jones: É verdade. Eu também.
Ex-chata: É só isso que você tem pra me falar? É só pra isso que sirvo pra você né!!! Você só me usa. Não gosta e mim blá blá blá blá blá blá… e continuou com o mesmo discurso chato por 10 minutos quando minha paciência acabou.
Sir Bira Jones: Puta que pariu. Como você é chata! Deixa de ser insegura porra! Eu nunca falei nada disso. Toda vez que você me enche o saco eu desejo que chutem as minhas bolas com muita força pra ver se eu consigo sentir raiva de outra pessoa menos de você.
Puta merda. Esse é o problema de não ter paciência. Foda. Me senti constrangido, envergonhado e arrependido de ter soltado os cachorros na menina. Ela merecia escutar umas verdades, mas não dessa forma.
O namoro foi pro saco no mesmo dia. Hoje percebo que a situação só iria piorar se continuassemos juntos. Foi melhor assim mas, não deveria ter sido assim. Por que? Porra, todo mundo sabe que ex-namoradas sempre rendem um rango bão né!
Então meus amigos, tenham paciência.
Início do mês e todo mundo com grana no bolso. Pelo menos alguns. Outros ainda esperando aquele pagamento do adsense que nunca chega. Eu sou um deles. Justo esse mês que peguei um cacau bom, o adsense atrasou o pagamento. Sem problemas, o esquema é ter paciência e esperar.
Mudando de saco pra mala, estou escrevendo mais algumas estórias para colocar aqui no blog. Percebi depois de um tempo que isso é o que meus leitores pedreiros mais gostam. Adoram saber que eu me ferrei um tempo atrás em alguma aventura. Estou pensando também em voltar com os Reviews de baladas que eu costumava fazer. Vamos ver se vou em alguma nova esse mês.
Pra encher linguiça, fiquem com essas 3 imagens que me fizeram rir muito ontem.



Perceberem a minha eduação nesse post? Não escrevi nenhum palavrão. Tô ficando bom pra caralho!

Vida de desocupado é uma maravilha.
Nunca fui fã dessa mulher. Não gosto de suas músicas e nunca achei ela bonita. Sério. Mas, gosto é gosto e não se discute.
Essa semana apareceram algumas fotos da Madona magra pra caramba, com aparencia de doente. Junto com ela estava sua filha bigoduda que espero que não siga os paços passos da mãe.
Pelas fotos, dá pra dizer que a Madona está no mesmo caminho de Amy Winehouse, a cantora porra loca da Inglaterra. Esse ano teremos vários funerais.
Veja abaixo algumas fotos da Madona e sua filha:
Via Fishki.net
Lembro como se fosse hoje. Era uma sexta feira também, final do mês, tempo frio em Curitiba. O salário de estagiário já estava na conta. Por e-mail, tratava com o meu assessor de Zona, Franga Assada, onde iríamos tomar uma gelada e consequentemente decidir qual seria a balada da noite.
Saímos mais cedo da faculdade e passamos no bar do Altair para fazer o esquenta antes da balada. Para a minha surpresa, no bar tinha algumas pervas que o Franga conhecia de outros carnavais. Todas com caras de putas sem vergonha. Pervas de primeira linha. Uma delas tomava Martini como se fosse água. Essa era a perva principal. Meus amigos, Franga e Guimba, já tinham tentado faturar a mina e não conseguiram por pouco.
Na mesma hora a perva principal senta na nossa mesa e trás consigo duas minas que juntando dava uma bem grande. Duas gordinhas que deveriam pesar uns 220Kg juntas. Então, estávamos 3 a 3(Franga, Guimba e eu – a Perva principal e as duas gordas). Não era o esquema ideal sendo que dois dos camaradas teriam que se arriscar com as gordas. Então resolvemos ficar só tomando a cerveja e combinando um lugar pra ir, quando a perva magrinha e mais gostosinha disse: “Hoje é meu aniver, vamos lá em casa encher a cara? Só estou esperando umas amigas virem aqui pra gente ir.” Quando ela terminou de falar eu perguntei: “Essas suas amigas… são gostosas?”. Ela deu um sorrisinho e disse que dava pra pegar firme. Pronto, a mina me ganhou nessa frase.
Corremos no mercado comprar cerveja e vinho pra levar na casa da Perva magrinha. A cerveja era pra nós e o vinho pras pervas. Embebedar perva com cerveja sai muito caro hoje em dia. O negócio era mandar na guela delas alguma coisa barata, doce e de efeito rápido. Como elas não curtiam pinga, foi vinho mesmo.
No mercado, a Perva principal brigou com as gordas e elas foram embora. Como já haviamos comprado as bebidas, resolvemos ir mesmo assim na casa da desgraçada. Segundo ela, ainda iriam algumas amigas para a “festa”.
A perva principal era gostosinha. Cara de safada, mas não era do tipo de mulher bem feminina. Meio largadona. Com isso, deduzimos que a casa seria o mesmo. Cheguei a comentar: “Porra, imagina a casa dessa guria. Deve ser uma zona.” Queimei a lingua bonito. A lazarenta morava em uma mansão. Nunca tinha entrado em uma casa tão grande e bonita. Casa com 3 andares, piscina, churrasqueira enorme, ou seja, a casa perfeita para fazer uma zona ou filme pornô. Concluímos na mesma hora que a lazarenta não passava de uma riquinha porra loca.
Quando entramos na casa da porra loca percebemos que eramos os únicos convidados da “festa”. Que merda. Então o Franga acendeu a fogo para assar carne e a perva dona da casa disse que o seu irmão estava trazendo umas minas e tinha mais uma amiga vindo. Ficamos animados e começamos a ter esperança denovo.
Depois de uns 10 minutos bebendo chegou o irmão com as minas e a amiga dela. Caralho, nunca tinha visto algo parecido na minha vida. O irmaõ dela, com uma puta casa daquela, trouxe um carro cheio de gordas. E a amiga da Perva, pra variar, também era gorda. Fudeu né. Pra fuder mais ainda, chegou o namorado véio da Perva principal.
Chamei meus amigos para traçar a estratégia de fuga: “Vamos tomar toda a cerveja, jogar alguém na piscina e depois, vamos chavecar umas putas na zona”. Obviamente, comecei a ficar bêbado. Com isso, a gorda amiga da perva, ficou mais bonita e sexy. Sério, a gordinha me deixou com tesão. O coração batia forte e a mina nada de colaborar. Meus amigos vendo aquela situação degradante, tiraram algumas fotos para zoação posterior e depois resolveram me tirar da casa.
Já dentro do carro, indo embora, tive um diálogo com o meu assessor:
Sir Bira Jones: Porra Franga, tô apaixonado pela gorda. Cerveja é foda… burp!
Franga Assada: Nem me fale Bira. Não peguei ninguém. Tô afim de ir na zona.
Sir Bira Jones: Não me diga! Simbora então viado. Hoje vamos pegar umas primas.burp!
Maldita hora que eu fui escutar um conselho do Franga. De qualquer forma eu não tinha alternativa: era sexta-feira, estava bêbado, tinha dinheiro no bolso e muito amor pra dar.
Rodamos uma meia hora pra encontrar a Zona. Quando passávamos na frente da Zona o Franga mostrava todo o seu conhecimento sobre o local. Parecia um guia turístico: “Aqui já veio a Vivi Fernandes, Gretchen e a filha dela.” O cara conhecia todas as zonas de cabo a rabo. Resolvemos entrar em um que ele conhecia bem.
Dentro da zona me sentia um Rei. Na verdade, já tinha ido em algumas zonas antes, mas nunca tinha pagado efetivamente pelos serviços das moças. Sempre tentava passar o migué nelas, mas nunca dava certo. Menos de um minuto dentro do estabelecimento, chegam duas baitas! Nossa, aquilo fez eu esquecer a paixão pela gordinha em questão de segundos. As mulheres eram boas pra caramba.
Prima 01: Oi gatinho, tá afim de fazer um programa.
Sir Bira Jones: Hehehe… Hehehe… – eu parecia um retardado. Nunca uma mulher tão gostosa tinha falado comigo.
Franga Assada: O Bira, pra conversar com as minas tem que pagar uma dose.
Sir Bira Jones: Dose? Manda vir uma água então. Não quero mina bêbada não.
Franga Assada: Não mané, tem que pagar Wisque pra elas.
Sir Bira Jones: Nem fudendo. Vamos fechar logo pra não ter que pagar nada.
E foi a partir daí que eu tive a pior experiência de sexo da minha vida. Eu pensei que teria a melhor noite de sexo selvagem por se tratar de uma PRO. Tomei bonito.
Depois das primas passarem a conversa em nós, fechamos e programa e fomos para os quartos. O Franga, malandro e macaco velho, já tinha as manhas de como tratar uma profissional. Mas eu, piazão de família, não tinha nem idéia da malandragem delas.
Nem bem entramos no quarto e a mina já pediu o dinheiro. Logo após confirmou: “É só por uma hora hein gatinho”. Nossa, aquela voz me deixava com mais tesão ainda. Quando a cadela pegou a grana na mão, a coisa mudou de figura e a malandragem começou. Pra tirar a roupa a perversa levou 30 min. Começou a reclamar da vida, falou que tinha filhos pra criar e o caralho a quatro. Meu tesão estava indo embora, mas como tinha pagado, resolvi finalizar a lazarenta nos 30 min que restavam.
Quando o bicho pegou mesmo, ela mostrou todo o seu profissionalismo:
Prima 01: Ai, goza..uhhh… vai, goza…
Sir Bira Jones: Mas que caralho. Não faz nem 5 minutos…. Calma porra!
Prima 01: Vai logo… vai… goza.
Sir Bira Jones: Assim não dá caralho. Cala a boca porra!
Prima 01: Não me manda calar a boca seu filho da puta. – imagine uma puta falando isso encima de você.
Sir Bira Jones:….. que é isso princesa… calma… linda – sim meus amigos, afinei pra lazarenta.
E foi assim que eu tive a minha primeira e última experiência com uma profissional do sequiço. Pior do que tudo que já tive. Nunca mais vou cair nessa.
Quando estávamos saindo do quarto encontrei meu assessor e comentei em voz baixa: “Nunca mais eu pego uma puta”. E o Franga solta: “Calma Bira, é a tua primeira vez. Na próxima vai estar mais esperto”.
Ahã. Nunca mais.
Mulheres, não fiquem bravas. Já imaginaram se o mesmo acontecesse com homens? Eu sei, nem eu imaginei. Homem não faz essas coisas.
Dica de um leitor desocupado.
Teve uma época em que meu grupo de amigos era um dos mais bem vistos pelas mulheres e muito invejado pelos homens. Faziamos festas todo final de semana, sempre com muita cerveja e mulheres… muitas mulheres. Lembro de uma festa em minha casa onde haviam 2 mulheres para cada homem. Esse foi o auge da nossa galera. A maioria das pervas do bairro já eram nossas conhecidas, saca? Inclusive uma delas levou o apelido de mulher Chico. Sempre quando alguém tentava bimbar, a mina estava de Chico. Era impressionante.
A coisa era boa, mas algumas vezes entrei em furadas por causa dos meus amigos. Os caras me consideravam o guerreiro pois eu pegava o que vinha na frente sem frescura. É claro que eu tinha meus critérios de escolha: se tivesse com o coração batendo, eu pegava. Era necessário ter um pouco de cachaça pra me deixar mais valente. Meus camaradas acostumaram a me chamar para completar o time. Sempre rolava aquele papo de mulher fresca: “Ai, você não tem um amigo pra minha amiga?”. Pronto, adivinha pra quem os caras ligavam? Isso mesmo meus amigos, era o Bira que tinha que resolver a bronca. E eu resolvia, com a maior vontade do mundo. Mas teve uma vez que tive que deixar na mão. Foi no caso Tina!
Sabadão, 22:40 e eu assitindo Discovery. Sem grana pra ir pra balada. Frio congelante de Curitiba. Nâo tinha nada pra fazer e na época estava sem internet em casa. Já tinha programado na Sky pra assistir o Sexy Time do Multishow quando o celular toca:
Japoneis: E aí Vassora, firmeza?
Sir Bira Jones: Dae bacana, tranquilo. Qual é a boa?
Japoneis: Estamos aqui na casa do Ribão. Tá ligado aquela mina da semana passada? Então, ela trouxe umas amigas. Tá afim?
Foi o mesmo que oferecer um copo de água para um cara que está morrendo de sede. A oferta era irrecusável. Em 10 minutos me arrumei e fui correndo na casa do Ribão que ficava a 5 quadras da minha casa.
A casa do meu amigo Ribas era uma das mais visitadas do bairro e quase todas as moças do bairro já tinham passado por lá. Os moradores eram Ribas, Jajá e Pit Bitoca, este último o cabaço e voyeur. Essa casa era o nosso ponto de encontro. Casa de macho sem frescura. Caindo aos pedaços, pintura descascando, portas sem trincos etc. Em todo o tempo que freqüentei a casa, só encontrei cabeça de porco, cerveja e pinga na geladeira. Era o nosso motel de graça. Era também onde fazíamos os nossos churrascos que sempre terminavam de manhã.
Cheguei na casa do Ribão ofegante. Dei uns jatos de Berotec (remédio pra bronquite), acendi um cigarro e entrei na casa. Estava ansioso para conhecer quem seria a sortuda que teria uma noite com o mestre latino do Amor, Bira Jones. Cheguei cumprimentando todo mundo e fazendo pose de gostosão. Estava sorridente e fui simpático ao extremo com as pervas. Queria passar uma boa impressão.
Comecei a observar o ambiente e percebi que todos já estavam arranjados. Faltava uma mulher quando uma das minas falou: “A Tina está no banheiro, ela já vem aí.” Logo em seguida meus amigos começam a tirar sarro tipo “vai pegar firme hoje hein” ou “essa é pra casar” e coisas do tipo. Meu desconfiometro entrou em alerta máximo, mas foi tarde demais. A Tina saiu do banheiro. Cilada!
No momento que Tina sai do banheiro mostrando sua barriga com cicatriz de perfuração a bala (levou uns três tirambaço de 38) meu sorriso começa amarelar e o meu humor muda completamente, assim como a minha simpatia. Cilada do caralho. Tomei com esses sacanas.
Meus amigos ficavam segurando o riso e as minas também. Pensei comigo: “Cambada de filhos da puta. Espero que engravidem essas pervas do caralho.” Mas, como sou um cara camarada, aceitei as provocações e continuei tomando cerveja. Logo a tiração de sarro parou e começamos a conversar normalmente.
Lá pelas 2h da manhã a galera começou a ir para os quartos para dar um trato na muilherada. Mais do que rápido me levantei também pra ir embora. Quando anunciei deu merda:
Sir Bira Jones: É isso aí seus arrombado. Estou indo.
Japoneis: Fica aí mané! Dorme aí na casa do Ribas. Não dá nada.
Sir Bira Jones: Nem fudendo. Vai que a Tina tenta me agarrar.
Japoneis: Ahhh pare meu! Até que ela é bonitinha. Pare de se fazer.
Sir Bira Jones: Bonitinha!? Essa mina tem cara de traficante. Já deve ter puchado cana. Nem fudendo. Tô indo.
Nesse momento aqueles que tiravam sarro de mim estavam com o sorriso amarelo. As minas só poderiam ficar na casa se a Tina tivesse acompanhante. Eu ainda acho que ela era cafetina das desgraçadas. Os meus amigos ficaram me enchendo o saco pra ficar e as amigas da Tina enchendo o saco dela quando escutei: “Se eu não como, ninguém come.” Foi o fim da picada. A mulher era feia, arrebentada, levou tiro, tinha cara de traficante e ainda vinha com essa história de “comer” homem. Nessa hora comentei em voz baixa:
Sir Bira Jones: Olha aí seus puto. A mulher quer comer a minha bunda.
Japoneis: Capaz Vassora. Isso é gíria das minas.
Sir Bira Jones: Que se foda. Vou embora antes que essa mulher tente me arrombar.
É claro que eu sabia que aquilo era um modo de falar entre as mulheres, mas mesmo assim me fiz de mané pra sair o mais rápido da situação. Fiquei com fama de bundão com as outras por um tempo mas pelo menos não agarrei a Tina. Meus amigos conseguiram convencer a Tina a ficar na casa depois de embededar ela.
Hoje estou vacinado contra esse tipo de cilada. Já passei por muitas e sempre me dei mal justamente porque pensava com o cacete. Também tenho que dizer que era ingênuo na época e não sei porque, quando me convidavam para estes churrascos, sempre achava que teria uma linda ninfa me esperando para desfrutar do meu intenso amor.
Essa é a industria dos games apostando no público EMO.
Page optimized by WP Minify WordPress Plugin
Recent Comments